domingo, 15 de outubro de 2017

Impecável a 5ª edição da Maratona Tietê de MTB

Fotos by Professor Arnaldo no link abaixo:
https://photos.app.goo.gl/zVtyGsggNcR79WIC2

Definitivamente o nosso camarada Rossano Beloto e seu competente Staff "acertaram a mão de vez" nesta 5ª edição da MARATONA TIETÊ DE MOUNTAIN BIKE que teve como palco o Parque Ecológico Cornélio Pires em Tietê, um espetacular lugar, além de uma equipe de apoio que que cobriu cada quilômetro dos dois percursos, 50 km para os galáticos da Categoria Pró e 34 Km destinados os brutos da Categoria Sport.

A competição que estava marcada para duas semanas atrás, acabou não acontecendo por causa de temporais que inviabilizaram as sinalizações do percurso, mas um equipe tratou de atualizar todos os dados dos inscritos e ninguém ficou fora da competição, que ainda contou com um belo dia ensolarado e um calor suportável.

Deve-se destacar que havia oferecimento de água gelada em muitas partes dos circuitos, da Pró e da Sport, além do que na chegada, era oferecido aos atletas, uma caixinha de água de coco, sorvete, bananas e maçã, além de copos de água bem gelada, um mimo para todos sem exceção. Também era possível comprar espetinhos, chopp e macarronada a preços bem honestos.

Finalmente, para a premiação, os 5 mais veloces das duas categorias, masculino e feminino, receberam premiação em dinheiro e todos os que subiram ao pódio também receberam brindes dos patrocinadores, bem como houve sorteio de valiosos brindes aos aletas participantes, além de uma banda que tocava enquanto todos aguardavam a premiação.

Por tudo isso é de se esperar que em 2018 possa acontecer mais de uma etapa, pois o Rossano Beloto é um daqueles organizadores que também são atletas de Mountain Bike e ele sabe muito bem tudo o que tem que ser feito para uma competição possa acontecer com a aprovação de todos os inscritos, bem como de seus familiares que se divertiram no Parque, enquanto os melhores entre os melhores de cada categoria lutavam por um lugar ao pódio.

sábado, 7 de outubro de 2017

Os Caminhos a Santiago de Compostela estão acima do bem o do mal

"Muitos servem ao Caminho e poucos se servem do Caminho."
Professor Arnaldo Farias


O Professor Arnaldo Farias, editor chefe do Portal "Nóis na Fita A TV", após concluir de bike pela sexta vez um dos vários Caminhos que chegam ou passam pelo místico Caminho de Santiago de Compostela, em primeira pessoa, faz uma reflexão dessas vivencias com o intuito de tão somente compartir suas experiências vividas com imensa intensidade desde 2013.


"Depois de haver participado de mais de 500 competições de Mountain Bike e mais de uma centena de cicloviagens pelo Brasil afora, em julho de 2013, sozinho e de bicicleta conclui os 810 Km do Caminho Francês em 11 etapas desde Saint Pied de Port na França, atravessando os Pirineus chegando a Santiago de Compostela com o apoio de um familiar que levava minhas bagagens.


Como Blogueiro que sou, aproveitei para entrevistar e ouvir centenas de pessoas pelo Caminho sobre os porquês da estar fazendo a pé ou de bike o mais místicos do Caminhos e cada um deles tinha um motivo pessoal, mesmo que estivessem em grupo, razão pela qual eu acredito que cada resposta é valida, pois o Caminho aceita todas as posições sem distinção de qualquer espécie.


No entanto, depois nos dois anos seguintes, em que concluí o Caminho Via de La Plata desde Sevilha a Finisterre por 1.350 Km e  o Português em julho de 2015 desde Lisboa, por uns 680 Km, fiquei com a impressão de que muitos servem aos Caminhos e poucos se servem dos Caminhos. Digo isso, porque em algumas ocasiões observei empresas, hospedeiros, restaurantes e ou pessoas, de uma maneira ou de outra, explorando o peregrino a pé ou de bicicleta na maior cara de pau, e confesso que tais situações me deixaram chateado, pois não é essa a vocação milenária dos Caminhos.

Finalmente, neste ano de 2017, vivenciando a experiência como colaborador e Guia de Mountain Bike pelo Caminho Francês, Caminho da Costa no norte da Espanha e o Caminho Português, pedalando e acompanhando bikegrinos por milhares de quilômetros, pude observar e entender melhor o que está por detrás de cada sonho, de cada desejo acalentado individualmente ou em grupo. Então, fica a sensação de que sequer se deve comparar, mas respeitar e deixar a cada pessoa o direito de levar para si suas próprias emoções e reflexões daquilo que os Caminhos deixaram como legado para o futuro de cada um. 

Enfim, é no coração de cada um dos peregrinos, onde está o verdadeiro espírito dos Caminhos, até porque cada um traz consigo sonhos e esperanças antes. Depois de concluído qualquer um deles, seja na Espanha ou em outra parte do mundo, todo ser humano tem a sua própria resposta aos seus anseios e não cabe aqui dizer qual o mais acertado, pois creio que nestes casos,não há o certo nem o  errado, pois os Caminhos estão acima do bem ou do mal.



quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Desafiadora sedução chegar a Muxía o verdadeiro fim do mundo




No dia 26 de agosto deste ano, o Professor Arnaldo Farias, editor chefe da "Nóis na Fita A TV" juntamente com o Fernando Braga, diretor comercial da Bike Line Brasil, pedalaram de Santiago de Compostela a Muxía, um dos dois destino "del fin del mundo", já que a cidade mais conhecida pelo peregrino é Finisterre, cidades costeiras separadas uma da outra por 35 quilômetros.


"Depois de haver pedalado em 11 etapas, os 832 km e mais de 16.600 metros de elevação acumulada pelo Caminho do Norte de Bilbao no País Basco a Finisterre na Galícia, não resisti ao convite do Fernando para pedalar pelas trilhas oficiais do Caminho até Muxía, que juntamente com Finisterre, são os destinos finais dos bikegrinos ou peregrinos a pé, para darem como concluído o percurso de peregrinação, que pode ser iniciado em muitas partes da Europa" - inicia a conversa o Professor Arnaldo.


"Mesmo por trilhas e single tracks, quando se chega a Concurbión há que se decidir entre Finisterre ou Muxía para chegar de bike à "Costa da Morte" ou "El fin del Mundo". Então, como eu já havia só neste ano concluído por duas vezes o Caminho até Finisterre, desta vez escolhi sem pestanejar Muxía, para ter uma ideia bem clara se os últimos 30 quilômetros até o litoral não teriam muitas diferenças.


"E não é que tinham, e muitas. De Corcubión a Finisterra logo se avista o mar e se chega até o Farol margeando belas praias. No entanto para se chegar a Muxía é um sobe e desce danado sem parar e não se vê o mar até ir bater na praia nos dois quilômetros finais do pedal chagando aos incríveis 2.000 metros de elevação nos 92 km de percurso, um desafio sedutor mesmo!

Mesmo assim,  vale muito a pena pedalar até Muxía, pois as trilhas são de uma beleza incrível e mesmo até  os single tracks mais técnicos dá para ser feito sem "por o pé no chão", desde que se tenha uma certa habilidade em conduzir nossa amada bike por tais trechos.


Finalizando, confesso que foi uma emoção nova chegar ao Fim do mundo, pois Muxía tem outras peculiaridades, inclusive o farol é lindo, uma razão a mais para os bikegrinos também elegerem esta localidade como ponto final de peregrinação.

E não se esqueçam: quaisquer dos Caminhos a Santiago de Compostela ou ao fim do Mundo, é com a Bike Line Brasil!!!


























































domingo, 27 de agosto de 2017

Pura sedução o Caminho do Norte a Santiago de Compostela



El Camino de Santiago es pura seducción
Juanjo Alonso

O Professor Arnaldo Farias, editor chefe da "Nóis na Fita a TV", agora como o mais novo Colaborador da "BIKE LINE BRASIL", concretizou com  pleno êxito boa parte do "Camino del Norte", iniciando de bike o percurso no belíssimo município de Bilbao na Comunidade Autônoma do País Basco, até a mística cidade de Finisterre na Comunidade Autônoma da Galícia em tão somente 11 etapas, acompanhado do Puruca (Wilson Franco), companheiro de pedais há um bom tempo.

"Depois de haver concretizado minhas ciclo peregrinações pelo Camino Francés, Camino Via de la Plata, Camino Portugués e a Via Francígena em território italiano, num espaço de quatro anos, tomei a decisão irrevogável de, neste mês de agosto, pedalar de Bilbao a Finisterre em 11 duras etapas, dado aos grandes acúmulos altimétricos presentes no Camino del Norte, aproveitando o primeiro dia na cidade para conhecer os belo pontos turísticos, tais como o Museu Guggenheim, um colírio para os olhos" - inicia o intrépido Professor Arnaldo.

CONHEÇA AS 11 ETAPAS do CAMINO DEL NORTE

01 - Bilbao a Laredo
02 - Laredo a Santander
03 - Santander a San Vicente de la Barquera
04 - San Vicente de la Barquera a Ribadesella
05 - Ribadesella a Gijón
06 - Gijón a Avilés
07 - Avilés a Luarca
08 - Luarca a Mondoñedo
09 - Mondoñedo a Sobrado dos Monxes
10 - Sobrado dos Monxes a Santiago de Compostela
11 - Santiago de Compostela a Finisterre

01 - Bilbao a Laredo - 81 km - 1.547 metros de ascensão
No que pese as duras e constantes subidas do Camino del Norte, pedalar horas e horas tendo como pano de fundo as bela praias banhadas e´pelo Mar Cantábrico sob um calorzinho gostoso com a brisa constante, fez dessa primeira etapa um belo prenúncio das etapas seguintes. Vale destacar a excelente infraestrutura das ciclovias e ciclo-rotas e as boas condições das trilhas sempre bem sinalizadas por totens e setas amarelas, umas sempre perto das outras, chagando a Laredo em pouco menos de 7 horas de pedal sem estresse."




















02 - Laredo a Santander - 70 km - 781 metros de elevação

A segunda etapa a partir de Laredo com destino final a Santander na Cantábria, nos reservou encostas bem escarpadas junto ao mar, cuja particularidade no percurso apresentou trilhas bem técnicas bem próximo aos penhascos, não sem antes atravessar uma balsa logo na saída da cidade, uma diversão à parte.


E é justamente nessa parte do percurso que se deve estar  mais atento com a pedalada segura, pois conforme a foto ao lado pode demonstrar, qualquer vacilo pode até custar a vida do incauto ciclo-peregrino, vale até a pena empurrar a bike e deliciar-se com o visual indescritível junto ao mar.



















































03 - Santander a San Vicente de la Barquera - 81 km - 1440 metros de ascensão

Foi duro partir de Santander uma bela cidade com monumentos históricos, igrejas lindas e uma gastronomia de lamber os beiços, mas seguimos em frente pelas indicações das seta amarelas, passando por "Pueblos" encantadores como Santillana del Mar.


Por outro lado, quando não margeávamos lindas praias, bosques verdejantes encantavam nossa visão, todos muito bem cuidados por sinal, uma boa lição para nós brasileiros que, às vezes, não cuidamos da nossa natureza.


Agora, é um espetáculo a parte chegar na cidade praiana de San Vicente de la Barquera, passando por uma ponte romana ao que parece e ver o anoitecer às margens do mar é uma dádiva digna dos deuses, certamente, que adorariam voltarem a serem mortais só para pedalar conosco.























































04 - San Vicente de la Barquera a Ribadesella - 73 km - 1.400 metros de elevação

Mar doce mar... rochedos esculpidos pelas ondas, sol com temperatura amena, mesmo com subidas mais acentuadas por vários trechos, nada que não nos fizesse agradecer aos céus pela felicidade de poder estar vivendo momentos tão únicos em nossa bike-peregrinação, cenário de roteiro de cinema, certamente, brindou nossa etapa de San Vicente de la Barquera a Ribadesella.





















































05 - Ribadesella a Gijón - 77 km - 1.765 metros de elevação

Seguimos sempre amparados por uma deliciosa brisa vinda do Mar Cantábrico, alternando, costa, bosques e duras. duras subidas na parte final até Gijón e para mim o maior presente desta bike-peregrinação: na subida mais longa do dia subindo mais de 500 metros em poucos quilômetros, alcanço o Waldemar, um polonês empurrando morro acima, uma bicicleta velha e carregando uma mochila de uns 50 litros de carga, - Você precisa de algo? perguntei em espanhol; e ele me respondeu em um espanhol misturado com um inglês mal falado, mas carregado de desespero, que sim. Não tive dúvidas, dei a ele metade da água que carregava e quase todos os alimentos que tinha, seguindo adiante. O reencontrei dias depois...




















































06 - Gijón a Avilés - 30 km - 400 metros de ascensão
Hora de um dia de parada em Avilés, mas por conta de um vacilo de minha parte na hora de calcular as distâncias, esta sexta etapa foi bem curta, mas Avilés já nas Astúrias, se mostrou uma cidade encantadora e hospitaleira, com um Centro Histórico lindo, um belo local para descansar um dia, apesar do nosso intuito de no dia seguinte ir de trem até Olviedo, uma das principais cidades da Comunidade Autônoma das Astúrias.

E assim se deu, no dia seguinte sem nossas amadas bikes fomos de trem a Olviedo para caminhar ,relaxar não sem antes jantar em Avilés o famoso "pulpo a gallega" no prestigiado restaurante "A Feria", uma das especializades da culinária espanhola, podem conferir quando puderem estar por estas bandas.















































07 - Avilés a Luarca - 86 km -  1.723 de elevação
Depois de um merecido descanso, saímos de Avilés escalando uma montanha de "romper os joelhos", numa longa e dura subida contínua sem direito a descer da bike, pois eu e o Purucas somos dois aposentados metidos a besta e subida e conosco mesmo.

Mas, muita calma nessa hora, fomos direto à "cereja do bolo" do Caminho do Norte", a bela, linda, encantadora, maravilhosa cidade portuária de Luarca, um brinde para nosso cansaço de um dia fatigante, porém cheio de paisagem deslumbrantes, que deu vontade de fazer de novo, ideia abortada pela subidas memoráveis e difíceis.






















































08 - Luarca a Mondoñedo - 105 km - 2.103 metros de elevação
Enfim, era chegado o memento de entrar em terras da Comunidade Autônoma da Galícia, não sem antes cruzar a foz do Rio Ribadeo, que dá nome à primeira cidade da região de Lugo, percurso marcado pela maior elevação altímétrica das etapas com ganho de 2.103 metros acumulados no 105 km de percurso e um sol de rachar o coco. Também foi a nossa despedida do Mar Cantábrico, pois dali em diante até Santiago de Compostela, as montanhas, bosques, uma fauna e flora com ares de Brasil. 

Os quilômetros finais foram marcados por uma subida que parecia interminável e para piorar, depois de descer morro abaixo, lá vinha outra no mesmo tom, que nos fez chegas extenuados à pequena cidade de Mondoñedo, já bem próximo da mítica cidade de Santiago de Compostela
















































09 - Mondoñedo a Sobrado dos Monxes - 76 km - 1.471 metros de ascensão
No penúltimo dia até chegar a Santiago de Compostela, como Galícia é Galícia, nada melhor do que continuar a enfrentar longas e intermináveis subidas logo de cara, mesmo em asfalto, que com o calor, tornou o percurso mais cansativo, mas com um belo cenário da mãe natureza a todo momento.

Finalmente ao  chegar a pequena e pacata cidade galega de Sobrado dos Monxes, encontro o Waldemar, aquele polonês que ajudei há dias atrás, que ao me ver, foi logo dizendo, - "Hola mi Ángel Arnaldo, suficiente para levar-me às lágrimas, pois ganhei um amigo de fé por toda a vida, um presente para toda a vida.


























10 - Sobrado dos Monxes a Santiago de Compostela - 61 km - 807 metros de elevação
Bem, como a "meta é o Caminho, esta quase última etapa do Caminho do Norte, via costa, até Santiago de Compostela, nos reservou a doce felicidade de descer muito mais do que subir, quase todo percurso pedalado em asfalto, pois este trecho se une ao Caminho Francês e é impressionante o número de peregrinos caminhando, situação que nos levou a deixar a trilha pra eles, com justo direito.


Finalmente, 61 km de pedal sem estresse entramos felizes na Praça do Obradoiro, em frente à Catedral de Santiago de Compostela, satisfeitos por haver cumprido com os objetivos a que nos propomos sem nenhum tipo de incidente ou qualquer transtorno digno de nota.


Nesta praça mítica, foi hora de relaxar de fez, curtir o local junto a centenas e centenas de peregrinos também que chegaram ao seu destino final, numa espécie de comunhão coletiva, festejada em muitos casos, com familiares e amigos vindos de todas as partes do mundo.



























































11 - Santiago de Compostela a Finisterre - 96 km - 1.750 metros de elevação

Parabéns! Você que conseguiu a façanha de ler este artigo até aqui, vai ganhar, como nós também ganhamos, um Bonus Track até Finisterre o "Fin del mundo", pois para muitos dos milhares de Bikegrinos e peregrinos a pé, chegar até o mar, preciso é, isto para fechar com chave do ouro o sedutor "Camino del Norte", uma provação pessoal, mesmo para as pessoas mais experimentadas, podes crer.

Bem, pedalar de Santiago de Compostela a Finisterre e um único dia requer uma boa dose de preparo físico e gosto por sofrência na medida exata, pois por rodovia ou pela sinuosas trilhas até "el fin del mundo" exige do bikeperegrino uma boa dose de preparo físico e pernas pra quem te quero, sem direito a mi-mi-mi.

Assim, como se deu em todo o percurso, depois de longas horas de pedaladas contínuas, eu e o Puruca, finalmente, chegamos a Finisterre, dando por encerrada a nossa bike-peregrinação, no meu caso chegando a Finisterre pela terceira vez, sendo dua neste ano de 2017, coisa de bruto mesmo.

NOTA DE AGREDECIMENTO
Eu, Professor Arnaldo Farias não poderia de terminar este longo artigo sem agradecer aos meus familiares e amigos pela paciência e pela longa ausência de casa. Agradecer também ao Puruca pela companhia e pelos ensinarmentos de um biker acostumado a grandes cicloviagens.

Finalmente, mas finalmente mesmo, não poderia deixar de  imensamente agradecer ao diretores da Bike Line, Acácio da Paz e Fernando Braga, por terem depositado em mim, uma grande confiança em acompanhar grupos pelos Caminhos que chegam ou passam por Santiago de Compostela.