sábado, 11 de novembro de 2017

Nevasca foi um obstáculo a mais em meio ao Desafio Los Andes 2017


O Professor Arnaldo, brasileiro, membro da Pedalear para proveer, um grupo de ciclistas que busca patrocínio para a fundação Global Care que ajuda à pessoas moradores de rua, atuando no Chile, Argentina, Brasil e Austrália, neste ano participou pela segunda vez de um de seus desafios: o Desafio Los Andes, cuja finalidade foi cruzar a Cordilheira de Los Andes, pedalando mais de 500 Km, desde San Carlos de Bariloche na Argentina, à cidade chilena de Pucón em seis dias sob severas condições meteorológicas, com  o propósito de conseguir doações para a compra de caminhões "Food Truck", que serão utilizados para preparar e servir refeições para os mais necessitados em vários países da América Latina.

"Junto aos meus queridos amigos ciclistas, a maioria do Chile, somado aos membros da Colômbia e Equador, protagonizamos uma jornada épica dado às severas condições do tempo já na primeira etapa, que consistiu em pedalar mais de 81 Km de Bariloche a Villa de Angostura em território argentino. 
O dia começou sob uma temperatura próxima a zero grau, com ventos fortes, na casa do 50 KM/h e neve nos últimos 20 Km de pedal, desgastando bastante a equipe de ciclistas amadores." - inicia o Professor Arnaldo Farias.

Uma nevasca para ficar por toda vida em nossas memórias
Nevasca é o nome que se dá a uma tempestade de neve, com queda de neve de forte intensidade e geralmente com ventos fortes acima dos 50 Km/h, que é produzida principalmente em zonas montanhosas, de altitudes elevadas, ou altas latitudes. As nevascas ocorrem quando a neve cai de uma forma mais seca, dificultando o derretimento e facilitando sua rápida acumulação.

Foram mais de 101 km de pedal que castigou sem dó nem piedade a todos latinos e, imaginem a mim, um sexagenário brasileiro, com meus 63 anos bem vividos e pela primeira vez encarando um perrengue desses. Entre um e outro sofrimento, o pior foi ver minhas mãos congelarem, pois as luvas que usava não resistiu a condições tão duras e se encharcaram causando dor intensa na ponta do dedos.
Foi um alívio cruzar os Andes já em território chileno na terceira etapa, que ao menos para mim cobrou um preço bem caro, pois fui parar num hospital perto da fronteira, com falta de ar, diarreia, vômitos, entre outras complicações, mas foi um dia de pedal cercado do apoio de todos os meus queridos companheiros que deram ânimo a cada quilômetro pedalado.

Bem, para encurtar a história, os outros três últimos de pedal se deram sob intensa chuva e temperatura sempre abaixo dos 10 graus positivos e ventos fortes, tudo para testar nossa capacidade de perseverança e determinação, que só fez aumentar a camaradagem do grupo Pedalear para Proveer, mais unidos que nunca ao concluir o Desafio Los Andes em Pucón". - finaliza o intrépido Professor Arnaldo.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Desafio Los Andes a mais nova aventura do Professor Arnaldo

O Professor  Arnaldo, editor chefe da "Nóis na Fita A TV" já está em Santiago de Chile, com a finalidade de cruzar a Cordilheira pedalado em condições severas por 550 Km em 5 dias, junto a 15 ciclistas do Chile, Argentina, Colombia, Equador, entre outros, todos pertencentes ao CAF - Centro de Apoyo a la Familia.

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"O grupo ligado à Global Care realiza este ano o desafio com o intuito de arrecadar fundos para a compra de caminhões 'Food Truck" para servir refeições às pessoas pobres que vivem nas ruas do Chile e da Argentina." - Inicia  relato o Professor.

"O inicio o pedal se dará na cidade argentina de San Carlos de BARILOCHE, com um percurso inicial de 81 Km até a San Martín de los Andes, que poderá ser acompanhado neste Portal desde que se tenha acesso a uma rede Wi-Fi" - encerra o Professor Arnaldo Farias.

domingo, 15 de outubro de 2017

Impecável a 5ª edição da Maratona Tietê de MTB

Fotos by Professor Arnaldo no link abaixo:
https://photos.app.goo.gl/zVtyGsggNcR79WIC2

Definitivamente o nosso camarada Rossano Beloto e seu competente Staff "acertaram a mão de vez" nesta 5ª edição da MARATONA TIETÊ DE MOUNTAIN BIKE que teve como palco o Parque Ecológico Cornélio Pires em Tietê, um espetacular lugar, além de uma equipe de apoio que que cobriu cada quilômetro dos dois percursos, 50 km para os galáticos da Categoria Pró e 34 Km destinados os brutos da Categoria Sport.

A competição que estava marcada para duas semanas atrás, acabou não acontecendo por causa de temporais que inviabilizaram as sinalizações do percurso, mas um equipe tratou de atualizar todos os dados dos inscritos e ninguém ficou fora da competição, que ainda contou com um belo dia ensolarado e um calor suportável.

Deve-se destacar que havia oferecimento de água gelada em muitas partes dos circuitos, da Pró e da Sport, além do que na chegada, era oferecido aos atletas, uma caixinha de água de coco, sorvete, bananas e maçã, além de copos de água bem gelada, um mimo para todos sem exceção. Também era possível comprar espetinhos, chopp e macarronada a preços bem honestos.

Finalmente, para a premiação, os 5 mais veloces das duas categorias, masculino e feminino, receberam premiação em dinheiro e todos os que subiram ao pódio também receberam brindes dos patrocinadores, bem como houve sorteio de valiosos brindes aos aletas participantes, além de uma banda que tocava enquanto todos aguardavam a premiação.

Por tudo isso é de se esperar que em 2018 possa acontecer mais de uma etapa, pois o Rossano Beloto é um daqueles organizadores que também são atletas de Mountain Bike e ele sabe muito bem tudo o que tem que ser feito para uma competição possa acontecer com a aprovação de todos os inscritos, bem como de seus familiares que se divertiram no Parque, enquanto os melhores entre os melhores de cada categoria lutavam por um lugar ao pódio.

sábado, 7 de outubro de 2017

Os Caminhos a Santiago de Compostela estão acima do bem o do mal

"Muitos servem ao Caminho e poucos se servem do Caminho."
Professor Arnaldo Farias


O Professor Arnaldo Farias, editor chefe do Portal "Nóis na Fita A TV", após concluir de bike pela sexta vez um dos vários Caminhos que chegam ou passam pelo místico Caminho de Santiago de Compostela, em primeira pessoa, faz uma reflexão dessas vivencias com o intuito de tão somente compartir suas experiências vividas com imensa intensidade desde 2013.


"Depois de haver participado de mais de 500 competições de Mountain Bike e mais de uma centena de cicloviagens pelo Brasil afora, em julho de 2013, sozinho e de bicicleta conclui os 810 Km do Caminho Francês em 11 etapas desde Saint Pied de Port na França, atravessando os Pirineus chegando a Santiago de Compostela com o apoio de um familiar que levava minhas bagagens.


Como Blogueiro que sou, aproveitei para entrevistar e ouvir centenas de pessoas pelo Caminho sobre os porquês da estar fazendo a pé ou de bike o mais místicos do Caminhos e cada um deles tinha um motivo pessoal, mesmo que estivessem em grupo, razão pela qual eu acredito que cada resposta é valida, pois o Caminho aceita todas as posições sem distinção de qualquer espécie.


No entanto, depois nos dois anos seguintes, em que concluí o Caminho Via de La Plata desde Sevilha a Finisterre por 1.350 Km e  o Português em julho de 2015 desde Lisboa, por uns 680 Km, fiquei com a impressão de que muitos servem aos Caminhos e poucos se servem dos Caminhos. Digo isso, porque em algumas ocasiões observei empresas, hospedeiros, restaurantes e ou pessoas, de uma maneira ou de outra, explorando o peregrino a pé ou de bicicleta na maior cara de pau, e confesso que tais situações me deixaram chateado, pois não é essa a vocação milenária dos Caminhos.

Finalmente, neste ano de 2017, vivenciando a experiência como colaborador e Guia de Mountain Bike pelo Caminho Francês, Caminho da Costa no norte da Espanha e o Caminho Português, pedalando e acompanhando bikegrinos por milhares de quilômetros, pude observar e entender melhor o que está por detrás de cada sonho, de cada desejo acalentado individualmente ou em grupo. Então, fica a sensação de que sequer se deve comparar, mas respeitar e deixar a cada pessoa o direito de levar para si suas próprias emoções e reflexões daquilo que os Caminhos deixaram como legado para o futuro de cada um. 

Enfim, é no coração de cada um dos peregrinos, onde está o verdadeiro espírito dos Caminhos, até porque cada um traz consigo sonhos e esperanças antes. Depois de concluído qualquer um deles, seja na Espanha ou em outra parte do mundo, todo ser humano tem a sua própria resposta aos seus anseios e não cabe aqui dizer qual o mais acertado, pois creio que nestes casos,não há o certo nem o  errado, pois os Caminhos estão acima do bem ou do mal.



quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Desafiadora sedução chegar a Muxía o verdadeiro fim do mundo




No dia 26 de agosto deste ano, o Professor Arnaldo Farias, editor chefe da "Nóis na Fita A TV" juntamente com o Fernando Braga, diretor comercial da Bike Line Brasil, pedalaram de Santiago de Compostela a Muxía, um dos dois destino "del fin del mundo", já que a cidade mais conhecida pelo peregrino é Finisterre, cidades costeiras separadas uma da outra por 35 quilômetros.


"Depois de haver pedalado em 11 etapas, os 832 km e mais de 16.600 metros de elevação acumulada pelo Caminho do Norte de Bilbao no País Basco a Finisterre na Galícia, não resisti ao convite do Fernando para pedalar pelas trilhas oficiais do Caminho até Muxía, que juntamente com Finisterre, são os destinos finais dos bikegrinos ou peregrinos a pé, para darem como concluído o percurso de peregrinação, que pode ser iniciado em muitas partes da Europa" - inicia a conversa o Professor Arnaldo.


"Mesmo por trilhas e single tracks, quando se chega a Concurbión há que se decidir entre Finisterre ou Muxía para chegar de bike à "Costa da Morte" ou "El fin del Mundo". Então, como eu já havia só neste ano concluído por duas vezes o Caminho até Finisterre, desta vez escolhi sem pestanejar Muxía, para ter uma ideia bem clara se os últimos 30 quilômetros até o litoral não teriam muitas diferenças.


"E não é que tinham, e muitas. De Corcubión a Finisterra logo se avista o mar e se chega até o Farol margeando belas praias. No entanto para se chegar a Muxía é um sobe e desce danado sem parar e não se vê o mar até ir bater na praia nos dois quilômetros finais do pedal chagando aos incríveis 2.000 metros de elevação nos 92 km de percurso, um desafio sedutor mesmo!

Mesmo assim,  vale muito a pena pedalar até Muxía, pois as trilhas são de uma beleza incrível e mesmo até  os single tracks mais técnicos dá para ser feito sem "por o pé no chão", desde que se tenha uma certa habilidade em conduzir nossa amada bike por tais trechos.


Finalizando, confesso que foi uma emoção nova chegar ao Fim do mundo, pois Muxía tem outras peculiaridades, inclusive o farol é lindo, uma razão a mais para os bikegrinos também elegerem esta localidade como ponto final de peregrinação.

E não se esqueçam: quaisquer dos Caminhos a Santiago de Compostela ou ao fim do Mundo, é com a Bike Line Brasil!!!