sexta-feira, 24 de junho de 2016

Na Via Francígena o Professor Arnaldo foi do êxtase a plenitude nos 1.200 km percorridos de bicicleta na Itália

Do êxtase à plenitude

O Professor Arnaldo, editor chefe da “Nóis na Fita A TV” após concluir sua mais recente cicloviagem pela parte italiana da Via Francígena, expõe de forma direta suas impressões sobre o que viu e sentiu ao longo de quase 1.200 km em 16 dias de solitáriaspedaladas por boa parte do outrora Império Romano.

“Descobrí a Via Francígena em setembro de 2.015 quando pedalava entre as cidades italianas de Siena e San Gemignano na Toscana, em companhia do Walter Magalhães, um dos membros do Clube Brasileiro de Cicloturismo, após o Velotour, uma cicloviagem de 8 dias pelos caminhos que percorreram os Pracinhas Brasileiros em defesa da Itália contra os alemães na Segunda Guerra Mundial. – Inicia o Professor.

Como na ocasião o Velotour terminava em Florença, eu aproveitei para estudar italiano por 15 dias em uma escola de idioma da cidade, situação determinante para que eu decidisse de vez fazer de bicicleta ao menos a parte italina da Via Francígena, pois fazer o pecurso completo da Inglaterra neste momento seria muito caro, pois os proventos de um aposentado não são lá essas coisas.

Assim, através das orientações de vários sites da Via e principalmente de informações e dicas, inclusive por telefone, do pessoal da “Via Francígena Brasil”, em 6 junho estava lá eu em Aosta, pronto para subir até Col San Bernardo, cume dos Alpes, entre a Suiça e a Itália. No entanto, por falha minha, não consegui acertar um translado até a fronteira, então decidi por precausão iniciar por Aosta mesmo. Além disso, como a meteorologia indicava possibildade de mal tempo, não valia a penas arriscar-me, tal qual aconteceu no Valle Nevado, na Cordilheira dos Andes no Chile, que quase custou a vida do meu filho e a minha, por uma nevasca fora de hora.

Do êxtase:
Assim, partindo de Aosta e pedalando sozinho, situação que requer uma série de cuidados, mesmo estando acostumado, os primeiros perrengues do dia se deram por haver optado em seguir no início, o mesmo percurso dos peregrinos a pé, pois não havia observado da exixtênciam de um percurso da Via Francígena específico para bicicletas.

Então, de bobeira, passei por precipicios, single tracks para caminhantes, sendo um sufoco subir e descer 400 metros de elevação em poucos quilômetros até Verrès no Vale D’Aosta, norte da Itália.

Passado o susto, aos poucos me fui acostumando com a sinalização e depois de uma longa pedalada de 108 km, finalmente cheguei a Vercelli, ocasião que que constatei que a gancheira da bike estava torta devido a uma queda, solucionado em uma Bike Shop da cidade, ocasião em que aproveitei para trocar a corrente e as roldanas do cambio trazeiro, pois já estavam gastas.

Saindo de Vercelli encontrei um grupo de três ciclistas brasileiros de Jundiaí, do Pedal Jari e por muitas vezes nos encontramos durante a cicloviagem.

O Puruca, como gosta de ser chamado, estava acompanhado do casal Renê e Luciana, todos muitos velozes, e por muitas vezes, não consegui acompanhá-los, mas o destino nos fazia cruzar o caminho em várias das etapas, razão para risadas, almoços e jantares festivos.
Finalmente, depois de 16 dias de pedal, cheguei a cidade do Vaticano na tarde do dia 22 de junho sob uma temperatura escaldante de verão e uma sensação gostosa de paz, já que, particularmente, meu momento de maior emoção, foi a chegada a San Gemignano pela segunda vez em menos de um ano e naquela etapa da cicloviagem, foi um longo dia de pedal, com direito a uma subida infernal de 12 km, sem choro nem vela, até as muralhas que cercam San Gemignano.

A plenitude

Concluindo, foram semanas intensas de pedal solitário, porém a energia das pessoas queridas e a ajudinha da tecnologia, que me mantiveram conectado a tudo e a todos, fez dessa aventura sobre duas rodas mais uma vitória que não é pessoal, pois ela vem do apreços de milhares de amigos e do apreço dos meus familiares queridos.





Etapa 16 - VITÓRIA Sutri a ROMA - Itália - VIA FRANCÍGENA 22-06-16



Etapa 16 - FOTOS - VITÓRIA - Sutri a ROMA- Via Francígena 22-06-16

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Etapa 4 Ciclo Aventura de Mortara a Pavia na Lombardia - Itália - Via Francígena

Já mais descansado do "perrengues" anteriores, o Professor Arnaldo, editor da "Nóis na Fita A TV", pedalou sem estresse os pouco mais de 50 km, aproveitando para aproveitar as belezas das paisagens, bem característica da região da Lombardia, sob uma temperatura agradável na casa dos 20 graus célsius.

No entanto, a "cereja do bolo" estava reservada para Pavia, pois eu cheguei a cidade por volta do meio dia, dando tempo de tirar uma soneca a "la española" e depois da um giro para conhecer os principais pontos turísticos, que sinceramente, fica até difícil de avaliar, mas acho que , "il Ponte Coberto" foi o maior destaque do passeio, entre outras atrações que vocês podem ver nas fotos abaixo.

Etapa 3 De bike de Vercelli a Mortara - Piemonte - Itália - Via Ferancígena

Depois de dia seguidos de pedais muito duros e longos, nesta Etapa 3, o Professor Arnaldo partiu de Vercelli e chegou no fim da tarde a Mortara, uma peque e acolhedora cidade italiana, que pode ser curtida em vídeo (acima) e em fotos abaixo:

Etapa 2 de Verrès a Vercelli uma pedalada na brutalidade de 108 km pela Via Francígena


Ainda no Vale D'Aosta, o Professor Arnaldo,editor chefe da "Nóis na Fita a TV", por questões de calendário apertado, teve que nesta segunda etapa da Via Francígena, fazer um pedal longo de 108 km de Verrés a Vercelli, aproveitando a topografia plana do percurso.

"Traços marcantes do Império Romano se fez presente nas diversas cidade e povoados porque passei, com destaque para ponte, caminhos e estradas com seus mais de 2.000 de história, eram tão encantadores, que o longo pedal pôde ser concluído com satisfação, como pode ser visto pelas fotos postadas abaixo, lembrando que amanhã o pedal será curto, pois um descanso se faz necessário", conclui o o Professor.


quinta-feira, 9 de junho de 2016

Só parra os BRUTOS! Etapa 1 da Via Francígena de bike - Aosta a Verrès


O percurso que vai da cidade italiana de Aosta a Verrès, um dos trechos iniciais da parte italiana do Caminho Oficial da Via Francígena, segundo o Professor Arnaldo, editor chefe da "Nóis na Fita A TV", foi concebido para ser feito a pé, não sendo indicado para bicicletas.


"Caramba! Cada caminho de cicloturismo ou peregrinação tem a sua história particular e a Via Francígena não foge à regra: De Aosta a Verrès me meti de bicicleta a percorrer o mesmo traçado destinado aos peregrinos a pé e foi um sofrimento só. Os 50 km que separaram as duas belas cidades aqui do norte da Itália, dado aos inúmeros single tracks e trilhas muito estreitas em meio aos bosques, testou toda a minha força e habilidade, ainda mais estando pedalando sozinho.


Em algumas ocasiões, estava a quase de 2.000 metros de altitude e nos single track nos Alpes, de um lado era rochas e do outro um tremendo precipício, que em caso de um erro na pilotagem da bike, me levaria a morte certamente, algo que está nos meus planos lá pelo ano 2050" - comenta o Professor.

Portanto, a ciclo aventura do Professor Arnaldo, começou em alto estilo, porque fazer pedalar por lugares desconhecidos, grandes distâncias e outras culturas, que não a sua, é muito mais que saber andar de bicicleta, sem contar que viajar sozinho leva a você a estar muito mais atento e concentrado, pois caso contrária a viagem será um tormento." Conclui o Professor Arnaldo ao final da Etapa 1 das 18 etapas consideradas para chegar a Roma, ponto final da Via Francígena,