terça-feira, 1 de dezembro de 2009

CAPACETE! PRA QUÊ? Depoimento de um Biker

Araras, 18 de março de 2008.

Caro responsável,
o tempo de escrever esta carta é + ou - o tempo que demorei pra concluir a prova em Itatiba 2008, devido a uma queda que sofri (estou com o braço esquerdo imobilizado), perdi a consciência e não me lembro de nenhum pedaço da prova, nem da largada que era uma das coisas que mais gostaria de lembrar.

Só um sentimento me restou, não imagem, mas só o sentimento, foi uma descarga de adrenalina que logo depois da largada me prejudicava e eu falei comigo mesmo:

- Isso passa, e eu vou deslanchar! E assim se procedeu aquilo passou e eu pedalei...

Eu não consigo de lembrar mais nada da prova, nem dos caminhos que olhei em fotos e são lindos, parabéns pela escolha do local! Passado esse relato gostaria de agradecer os organizadores pelo atendimento que me deram, meu pai (que mora em natal e minha filha me acompanharam até prova), disse que tinha um organizador que foi muito atencioso Vou ver se pego as fotos do capacete e mando pra vocês ele rachou em três partes a pessoa a primeiro me achar foi o Dr. André, médico, que foi no nosso grupo, Crisão Bikers \ “graças a deus\".

Eu acordei mesmo foi a 5 da manhã do outro dia, a tomografia e os raios-X da coluna e ombros nada apresentaram de grave. Eu não sei se passaram outros competidores por mim, sei que fiquei desmaiado num buraco o qual subi, acho que cai a mais de 50 km/h e segundo meus amigos se não tivesse subido ficaria lá um bom tempo até me acharem, pois a minha bike estava a + ou - de 15 a 20m de distância no buraco. Foi certo extinto de sobrevivência, pois eu mal consigo andar, levantar da cama só com ajuda.

Segundo meus amigos eu relatava que um cara me fechou. Por isso vai à sugestão de um \ “quebrado\" no rally dos sertões ou Dakar quando um competidor se fere gravemente sempre a maioria dos competidores param, o sentimento de competição vai embora e o da solidariedade aparece, pois poderia ele a estar lá. Será mesmo que nenhum outro competidor não passou por mim? Não precisava fazer nada era só chamar ajuda deitar-me no chão, uma boa conversa pra saber que não está sozinho, bastava!

Por isso gostaria que estimulassem a solidariedade, para as próximas etapas, quem sabe uma premiação, uma camiseta pode ser ou um troféu para quem ajuda, deixar de competir para dar competição à vida. É uma sugestão, mas o atendimento dos enfermeiros da ambulância que não me lembro foram ótimos segundo o Dr. André, no hospital todos foram muito gentis comigo e só tenho a agradecer...
PS: escolham sempre uma cidade com bons hospitais é fundamental (como fizeram). Bom, do mais ta tudo bem e até morungaba...

um forte abraço


Caio Renato Candido Narcizo.