quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Teste Drive: FELISA, a bike elétrica da Porto Seguro


O Professor Arnaldo teve a feliz oportunidade de pedalar por 80 km a FELISA, uma bike elétrica produzida Prox com a devida promoção da Porto Seguro.

Piloto de teste: Professor Arnaldo
Pedalou amenamente de 2001 até 2004; desde então pedala ferozmente, pois coleciona mais de 160 competições em provas de Mountain Bike, em várias modalidades.

Obs.: Jamais pilotou qualquer veículo de duas rodas que tivesse propulsão motora: Moto, Scooter, ou algo semelhante.

Campo de prova: Bairro da Penha, Centro da cidade de São Paulo, Bairro de Santo Amaro.

Percurso total 80 km.

Histórico:

Primeiras impressões:
Apesar de ser proprietário de várias bikes de ponta, isso devido às exigências que as competições impõem, tive boa impressão da “Felisa”, pela sua robustez e beleza estética. Claro que acostumado com peças sofisticadas, deu aquela vontade de fazer umas mudanças em alguns componentes, mas teste é teste. (Dê uma olhada no Manual do Propietário)

Na saída da loja, de cara, percebi que era outro conceito de bicicleta, ou seja, um veículo para deslocamento, não criado para manobras radicais. Acostumado com bikes leves, estranhei seu peso, não mencionado no manual, ou no site da Porto Seguro.

Com a bateria sobre o bagageiro, o centro de gravidade é diferente de uma bike comum, mas logo se acostuma.

A bike vem com um alforje pra lá de sofisticado, com uma divisão de cada lado, zíper, tampa e divisões internas muito bem dispostas, fora da bike ela vira uma moderna bolsa, com direito até a alça, chique mesmo. Nos, dias de chuva, creio que seria melhor deixá-la em casa, seria uma maldade sujar o acessório.

Largada:
Foi um frisson. No que dei a primeira pedalada, acionei o acelerador e em poucos segundos estava a 30 km/h, a mesma dos carros que transitavam na Av. Celso Garcia. Por ter iniciado como biker urbano há muitos anos, sei pedalar defensivamente e sou hábil em não atrapalhar o trânsito dos veículos motorizados. A Felisa me transmitiu uma sensação de segurança nunca sentida, apesar de alguns solavancos causados em ocasiões em que a bike passava pelas irregularidades do asfalto, que acabaram por ser a tônica do trajeto.


A Pilotagem:
A propulsão elétrica ameniza o esforço da pedalada e garante uma condução segura, lembrando que em nenhuma ocasião, pedalei entre os veículos. Nas subidas é uma maravilha: é só acelerar; nas retas e descidas o melhor é desacelerar e pedalar para economizar carga da bateria.

E se acabar a bateria?
Simples: leve o carregador. Algumas horas depois a Felisa estará prontinha para outros tantos quilômetros. Caso tenha pressa, pedale como uma bike comum, lembrando que ela é mais pesada, mas em compensação você vai perder alguns quilinhos ou vai poder fazer um lanchinho extra sem medo ou culpa.

E se chover?
Mais simples ainda, use uma capa de chuva ou algo parecido, pois teve gente que cantou na chuva e achou ótimo. Então, para nós que gostamos de pedalar é um deleite total, não é mesmo?

Dicas do Professor Arnaldo:
• Não pedale entre os veículos automotores.
• Use sempre, mas sempre mesmo, um bom capacete.
• Pedale defensivamente, respeite a faixa de pedestres e os faróis.
• Evite as avenidas de maior movimento; pedale pelas ruas paralelas.
• Nunca pedale na calçada e respeite os outros motoristas, pois eles não tem a sorte de estar a bordo de uma Felisa e não estão felizes, seguramente.
• Faça revisões periódicas para garantir uma pedalada segura.


O pulo do gato, ou seria a bike do pulo do gato?

Pulo 1:
Comprou a Felisa com o cartão Porto Seguro - Visa desde que você seja um segurado, pagou R$2.390,00. (R$2.990,00 – preço de tabela)

Pulo 2:
Fez seguro da Felisa por R$300,00, é só alegria. Ainda você tem direito a uma série de privilégios, basta conferir o termos da Assistência 24 Horas. Aí, nada de preocupações com incêndio, subtração, colisão e danos elétricos.

Como se não bastasse tantas mordomias, cuidam de pneu furado: reparo ou troca da câmara de ar ("aro 26"), quebra da corrente: emenda ou troca da corrente; falta de freios: ajustes ou troca dos cabos ou das sapatas (excluídos freios a disco) e até mesmo, quebra ou acidente: transporte e carona até o domicílio do segurado. Melhor do que isso é melhor chupar prego que não gasta!


Enfim, o que nós estamos esperando para largar uma porcaria de quarenta mil reais que não anda e nem pedala e ser Felisa de uma vez por todas?
É melhor pedalarmos nesta solução, antes que acabe a mamata!