sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

HOMENAGEM A CICLOATIVISTA MARCIA PRADO


Não cheguei a conhecer a Marcia, apesar de ter como “segunda pele” o ciclismo urbano, pois foi nesta metrópole que abandonei de vez o sedentarismo e pedalamboleava, inclusive, pela Avenida Paulista,como ela.

Ao chegar ao local da concentração, não conhecia quase ninguém dos centenas de ciclistas que lá estavam preparando-se para homenagear essa menina, que há exatamente um ano partiu. Partiu não porque queria, partiu vitimada por um descuido, por uma fatalidade, ou para atender a algum chamado divino.

Fitas brancas iam sendo distribuídas, muitos colaborando para a compra de flores, até que passado um pouco das oito da noite, saímos todos, em silencio, escoltados solenemente pela Policia Militar e Agentes de Trânsito, que naquele momento sentiam a nossa dor, a nossa tristeza e saudade.

A chuva branda dissimulava as lágrimas de dezenas de ciclistas inconsolados por esta perda tão trágica e tão sem sentido, mas que havia deixado um legado de que pedalar é preciso.

Num determinado ponto da Avenida Paulista, talvez quase no mesmo local onde Marcia foi atropelada, uma bicicleta branca, adornada de flores, representa a vida que não foi em vão, a vida que milhares de ciclistas haverão de perpetuar.

No asfalto negro, pétalas de rosas brancas e vermelhas, descrevem o nome e a vida de nossa querida companheira, pétalas brancas de uma alma pura, pétalas vermelhas do sangue de um anjo, anjo que levamos em nossos corações.

Sim, companheiros ciclistas! Marcia Prado vive! Vive junto de cada pedalada nossa, de cada ação corajosa, para termos nosso espaço de pedalar com segurança e paz.
Sim, sim, sim! Marcia Prado vive junto de cada um de nós!

Video-Homenagem a MARCIA PRADO:



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