quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Edivando Cruz conta como foi sua 9º participação em Mundiais

O atleta Edivando Souza Cruz (Scott/ProShock/Vzan/Shimano) participou no último final de semana do Campeonato Mundial de Mountain Bike, que aconteceu na cidade de Mont Saint-Anne, no Canadá.

Competindo com os maiores atletas do MTB de todo o planeta, o atleta de Ilhabela ficou com a 59ª colocação na classificação final. O circuito é uma das referências em provas de cross country, sediando o Mundial pela segunda vez e por várias vezes etapas da Copa do Mundo.

Vando utilizou na prova a suspensão ProShock Onix, desenvolvida com tecnologia de ponta 100% brasileira.

Veja abaixo o depoimento de Vando:
"Foi umas das provas mais difíceis de que já participei . De 2005 pra cá estive em quase todos os Mundias e achei esta a pista mais dura dos últimos anos. Apesar de ter competido aqui em 2007, este ano estava mais travada. Também choveu muito na noite anterior à prova e durante a manhã e, com isso, o piso ficou mais pesado em alguns trechos e escorregadio em algumas descidas. Durante a largada o tempo abriu novamente, depois voltou a chover e parou novamente... Com isso a pista mudava e exigiu mais ainda na parte de pilotagem.

Alinhei na quinta fila entre os 60 e fiz uma boa largada. Logo no meio do start loop consegui me colocar entre os 30 primeiros, mas quando chegamos na trilha começou o empurra bike e perdi algumas posições. Neste momento me preocupei em não cair e passar estes trechos e então seguir no ritmo. Logo na segunda volta comecei a sentir dor nas costas e senti que meu rendimento caiu também nas subidas. Com isso me concentrei para me manter na prova, pois vinha bem colocado.

Depois da muita batalha conquistei a 59º colocação. Graças a Deus não tive nenhuma queda nem problemas com equipamento e o resultado ficou dentro de uma média em relação aos outros anos. Creio que nesta temporada foi muito importante a participação nas provas internacionais, pois as pistas são muito mais técnicas que as do Brasil. É bom se atualizar, se não ficamos mal acostumados a competir prova rápidas em que conta muito a parte física; no Canadá é preciso muita técnica e também trabalhamos a musculatura de uma forma diferente.

No dia seguinte à prova acordei com dores na panturrilha e tronco, por tanto fazer força na parte de descida, em posições mais inclinadas, por isso também as pernas chegam a travar um pouco durante a prova.

Agora é seguir em frente e se preparar para as próximas provas. Fiquei muito feliz que na somatória do meu resultado junto com o do Rubens Donizete e Ricardo Pscheidt, alcançamos a 11º colocação no ranking de nações neste mundial. Isso é uma motivação para nós sabermos que temos condições de estar bem classificados dentro do critério da UCI, em que pontuam os 3 melhores classificados de cada nação por prova.

A experiência de estar no Canadá por uma semana foi muito proveitosa. Além de andar na pista da prova, também tive oportunidade de treinar em várias trilhas da região. Outro ponto legal é estar ao lado de grandes nomes do nosso esporte, como Julian Absalon, Nino Shurter e José Hermida, que venceu a prova este ano.

Gostaria de agradecer aos meus patrocinadores e apoiadores (ProShock, Scott, Vzan e Santa Rita Iluminação, Shimano, Pro, Maxxis, Calypso, HE Treinamento Esportivo, Joe’s No Flats e Ryders) e a Confederação Brasileira de Ciclismo (patrocínio Banco do Brasil), responsável pela delegação brasileira no Canadá.”