segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Rubens Donizete fala um pouco sobre sua prova nos Jogos Panamericanos

Aviso: Texto extraido da página de Rubinho Valeriano no Facebook. Apesar de algumas adaptações do Professor Arnaldo, há que se respeitar a linguagem informal do testemunho, sem maiores preocupações com a norma culta da língua portuguesa.
Falando um pouco sobre a minha prova !

Então a pista tinha uma subidão no inicio, mas ou menos forte, era bem longa e subia uns 10 minutos sem descansar. Já na largada o argentino largou que nem uma bala.

Eu tentei ir junto, mas sobrei um pouco, ai me passou o colombiano e eu fui com ele e nós encostamos no argentino. Então, começou a descida que tinha uma parte muito técnica; o argentino desceu muito bem e abriu de novo.
Eu passei o colombiano nesta descida, mas, nós tivemos que empurrar a bike porque não tinha como descer neste lugar na sexta feira que era primeiro dia antes da nossa prova eu desci, mas, não parei lá em baixo eu tive um pequeno tombinho quase parado; aí eu achei melhor não descer neste lugar e o argentino desceu, porque ele estava de bike aro 29.
Adiante, eu passei o colombiano porque ele deu umas erradas e tentei pegar o argentino.  Então, eu o ultrapassei; ele estava parado arrumando alguma coisa na bike e eu fiquei em primeiro. Depois de uma subidinha e de um pequeno plano era a descida do vídeo. Era só descida até a chegada e eu abri, mas ainda deles, mas não dava pra ficar confortável e fazer meu ritmo, eu vi que o americano estava encostando em mim e quando ele me passou eu fui com ele. 
Ali estava uma “roda boa de ir”, mas quando o colombiano chegou em nós acabou com a brincadeira (risos). Ele passou que nem uma bala; então o americano foi com ele e eu fiquei para trás. Eu tentei ir de toda forma, mas não dava, a minha respiração não voltava ao normal e então veio o canadense e me passou. Fui com ele mais um pouco, porém estava insuportável, já não tinha mais forças para girar o pedal e faltava oxigeno e estava meio tonto.

Assim, resolvi fazer a minha prova, ocasião em que me passou um colombiano e eu fui com ele e nas decidas eu abria muito dele, mas na subida longa ele me passava e eu ia com ele de novo, quando deu a penúltima volta ele atacou naquela subida. Eu fiquei plantado no lugar; ele subiu muito forte. Antes, estava encostando nas descidas nele, aí não deu mais, abri a última volta e fui para tudo ou nada; fiz muita força.
Quando chegou na última descida, a 1 km da chegada, furou meu pneu dianteiro. Na hora eu não tentei arrumar. Fui correndo com a bike em decida de pedras até a chegada assim mesmo, sem perder a colocação, mas cheguei com as pernas muito doloridas.