quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

DHU Descida das Escadas de Santos 2012 exige mais equipamentos de segurança.

Equipamento de segurança para Downhill

Na ultima edição da Descida das Escadas de Santos que aconteceu em fevereiro deste ano (2011), um tema bastante comentado foi a falta de equipamento de segurança em alguns pilotos que inclusive chegaram às finais e se acidentaram nas tomadas de tempo que foram transmitidas ao vivo pela Rede Globo de televisão.

Muita discussão sobre o assunto foi levantada já que o esporte trata-se de um esporte radical e de alto risco, apesar de apresentar um número muito baixo de acidentes graves.


A imagem do esporte é realmente radical, assustadora inclusive para patrocinadores que investem na modalidade, mas está bem longe de ser um esporte perigoso. A organização da prova explica e compara o Downhill com alguns esportes que avaliam como esportes de risco. “ O ciclista de downhill atinge 60km/h no máximo em uma descida como Santos, e além dos equipamentos que a bicicleta possui como freios hidráulicos e suspensões de alta tecnologia para o amortecimento, o capacete é fabricado para absorver altos impactos. São equipamentos próprios para competição, super resistentes” comenta o organizador, Marcelo Coelho.

“O que difere de um esporte com menos impacto visual e que faz vítimas fatais todos os anos, como o ciclismo de estrada, que além de não ter nenhum equipamento a não ser um capacete aberto, sem queixeira, atinge velocidades superiores a 90 km/h nas descidas. O ciclista de estrada além de não ter equipamento suficiente para suportar um tombo, divide a estrada com veículos e motoristas, muitos deles irresponsáveis”.


Mesmo assim com a preocupação de trazer mais segurança para os pilotos, a organização aumentou o rigor para a participação, obrigando os pilotos a terem como equipamento de segurança obrigatório o capacete, a luva, o protetor cervical, cotoveleiras e joelheiras. Inicialmente estava sendo cobrado o uso de um colete para proteção da coluna, porém ainda não existem equipamentos disponíveis no Brasil para serem usados juntamente com o protetor cervical. A escolha da diretoria da Confederação Brasileira de Mountain Bike pelo protetor cervical foi unanime, pois as partes de proteção que existem no colete podem ser inseridas separadamente, o que não atrapalha o uso dos dois juntos.


A Confederação Brasileira de Mountain Bike trabalha no evento como consultora técnica, o evento é realizado pela Liga de Ciclismo do Litoral do Estado de São Paulo que é filiada a Federação Paulista de Ciclismo. O evento é organizado pela entidade com o apoio do Ministério do Esporte – Lei de Incentivo ao Esporte e Prefeitura Municipal de Santos.

Fonte: CBMTB