segunda-feira, 8 de outubro de 2012

VAI ENCARAR UMA ULTRAMARATONA DE CICLISMO OU MTB? ENTÃO LEIA


As competições de ultra-endurance se tornaram uma febre no mundo. Seja no ciclismo de estrada ou no mountain bike há desafios para todos os gostos, com os mais variados percursos e que podem ter uma ou mais etapas de duração. 


Em termos gerais, estes eventos são caracterizados pela participação de atletas com idade acima dos 25 anos, alguns deles com cabelos grisalhos, mas que demonstram muita disposição. Não sou contra a participação dos atletas mais jovens nestas provas, principalmente os que buscam o máximo desempenho esportivo, no entanto, é necessário respeitar as fases da vida e acelerar, aprimorar a velocidade e a força quando a pouca idade ajuda e a fisiologia do corpo esta adequada a este propósito. 


Cada caso deve ser analisado de acordo com as suas particularidades, mas os mais novos devem ter cuidado ao pular etapas e não confundir "especialização" com participação. 
Nestes eventos os participantes testam os seus limites e expõem o organismo a situações que se não forem conduzidas com muito profissionalismo se tornam um grande risco à saúde. 


O ciclista de ultra-endurance tem que aprimorar com maestria a resistência e ser capaz de tolerar a fadiga e o desconforto de uma forma diferente da que acontece nos eventos de menor duração. É algo bem peculiar e bastante específico, tendo que, em alguns momentos, ser autossuficiente. Deve aprender a se alimentar corretamente, fazer a “leitura da prova”, aprender que quebras bruscas de ritmo é um erro grave, economizar energia e saber distribui-la ao longo do percurso, reconhecer o momento de parar para relaxar, durante os treinos exercitar o "comer e beber" necessários para abastecer o organismo, não testar nada diferente no dia da competição e procurar diversificar ao máximo as situações que ele poderá encontrar na competição. Tudo isso são apenas as primeiras lições de todo atleta de ultra-resistência. 


Muitas vezes o objetivo é apenas completar a prova, e este por si só já pode ser considerado uma vitória, mas o atleta pode se ver diante de imprevistos como quebra de equipamento, chuva, erro no percurso, quedas... sendo assim “a brincadeira” se torna mais séria do que muitos imaginam. Na preparação para estas competições há os que defendem que o atleta deve pedalar pelo menos 500 quilômetros por semana ou 15-20 horas semanais. Contudo, não é difícil encontrar atletas especialistas em provas de menor duração e maior intensidade que, ao decidir participar destes eventos, apenas acrescentam algumas sessões de longas durações em sua rotina (5-8 horas) e conseguem excelentes desempenhos. O que fazer? 

Tenha em mente que o tempo pedalando e a quilometragem são fundamentais para a grande maioria e não há como separá-los, mas nunca abdique dos treinos de velocidade. A maioria dos amadores precisa estar mais rápido, pois, apesar de participarem de um evento de longa duração, há tempo limite para percorrer o percurso e isso é um indicador de intensidade. Se estiver preparado apenas para completar cada etapa no tempo de corte e acontecer algum imprevisto no decorrer da competição, infelizmente, o atleta correrá o risco de não concluir a sua meta. Somente pedalar por horas, horas e horas não a resolve. 


Quem seguir estes conceitos básicos estará muito próximo de ter êxito. A jornada é longa e muitas vezes os quilômetros finais de uma competição se tornarão uma grande pressão psicológica aliada a um grande esforço físico. Corpo e mente trabalhando intensamente. Mantenha o ritmo adequado, o corpo hidratado e alimentado, e a mente focada na tarefa. Desta maneira você estará no caminho certo para conseguir o seu objetivo na competição.