sábado, 13 de abril de 2013

As bicicletas na arte de Luiz Cavalli em exposição na Galeria 22

EQUILÍBRIO
Curador: Reinaldo Marques
Exposição de 11 a 20 de abril de 2013
Texto:  Ana Beatriz Arruda Marques
O EQUILÍBRIO de Cavalli
Foto: Edu Simões
Suas pinceladas são vigorosas, vibrantes, cheias de cor e luz, alegria e movimento.

Seu traço é gestual. É circular. Lúdico, Luiz Cavalli não inventou a roda, mas sabe fazer girar e nos convida para esta ciranda. Vem brincar!

A Galeria 22, com a curadoria de Reinaldo Marques, inicia uma trilogia de exposições que propõe o novo de novo. Repensar o que já foi dito e visto em diferentes perspectivas.Artistas plásticos nos traduzindo emoções, reflexões e sentimentos.


Como na dança dos derviches, as bicicletas retratadas nos sugerem movimentos circulares. Cavalli pinta suas telas sentado no chão de seu atelier, mas nos faz rodopiar através de seus pincéis, que preenchem telas brancas, até que se encontre um eixo, um ponto de equilíbrio, um ponto de partida. Seu negócio é tinta.Seu movimento de vida inspira e motiva a repensar o que foi preestabelecido.

As biclicetas na arte de Luiz Cavalli


"O enquadramento da fotografia eu joguei no pincel e está dentro de minha tela... é a vontade de fotografar."
Cavalli pinta objetos, particularmente cadeiras e bicicletas. As cadeiras nos convidam a sentar, permanecer, contemplar e viajar ali mesmo sem sair do lugar. Suas bicicletas oferecem a liberdade do partir e seguir, ir além. A repetição do movimento de cada pedalada necessita constância e perseverança em busca do equilíbrio para não cair. Em cada pincelada um brinde, um convite. Ele pinta com entusiasmo. Ao apreciar uma tela, é possível sentir o vento na cara e a vibração dos movimentos, como se fosse uma janela aberta sugerindo uma nova programação.
Luiz Cavalli teve a coragem de redirecionar o script de sua vida. Aos 47 anos, o publicitário cedeu o lugar, finalmente ao artista plástico. Começou pintando em grandes madeiras, restos de cenário da produtora em que trabalhava. Começou a pintar xadrezinhos, e conta que foi se descontraindo até chegar às bicicletas circulares,muito embora as pinte desde menino, como revela um caderno de anotações que encontrou daquela época. Cavalli trocou de vida, vendeu o carro, mudou de bairro e acreditou noseu sonho. Foi além, pedala com gosto. O vento que sente ao apreciar sua obra é este. 

Mudança de movimento, seja no mesmo lugar ou saindo dele. VEM!

Luiz Cavalli, nascido em 1956 no estado Rio Grande do Sul e mora em São Paulo desde 1965. Ele começou na pintura e desenho em fazer pontilismo e atualmente trabalha em acrílico sobre tela. Estudou o colégio técnico de comunicação de design - IADÊ - 1976 - Faculdade e FAAP Armando Álvares Penteado - Comunicação Visual - 1980.

  Expressionismo feliz O expressionismo da palavra está ligado ao conceito de um movimento de fora para dentro que retrata uma visão do mundo. Geralmente associado com o pensamento alemão, o movimento da pintura, tendo esse nome geralmente é marcado por gritos de dor e de guerra em um mundo dilacerado. Gaúcho de pintor da cidade de São Paulo, Luiz Cavalli, expressa no Expressionismo alegre. Dentro dele, a agonia da Europa, que é marcada pela destruição ou cicatrizes, não existe. Sua visão da vida é poesia. A cor é trazida a lona com ampla liberdade e refere-se a figura humana com intensidade brilhante design colorido vibrante das formas. Existe uma maneira de ver o ser humano cuidar. Mesmo quando ele é destruído pela quantidade de cor e o gesto amplo, algumas pinceladas de humor e uma visão de pessoas como críticas e escárnio alerta sobre a natureza finita da vida e a futilidade de vaidade em um mundo onde tudo é cada vez mais efêmero. No caso de veículos como carros, bicicletas, scooter ou carrinhos com vendedores de cocada e outros produtos alimentares, a arte de Luiz Cavalli cresce, porque se seu toque expressionista feliz encaixa naturalmente o movimento circular e a busca de uma resposta que o dinamismo de plástico propõe veículos. Oscar D'Ambrosio, jornalista, é mestre em artes Instituto de artes visuais (IA) da Unesp, câmpus de São Paulo e integra a Associação Internacional de críticos de arte (AICA-Seção Brasil).