domingo, 18 de agosto de 2013

HENRIQUE AVANCINI É O GRANDE CAMPEÃO DA ETAPA CONGONHAS DA CIMTB. ISABELA LACERDA TRIUNFA NA ELITE FEMININA

Em grande forma física e técnica, o jovem piloto Henrique Avancini da CALOI ELITE TEAM, se consagra uma vez mais, com a exuberante vitória na Categoria Elite na Etapa Congonhas XCM da Copa Internacional de Mountain Bike.

Isabella Lacerda e Henrique Avancini são os campeões da Cidade dos Profetas

Foto: Stephanie Gomes
Foto: Stephanie Gomes
O desafio já começou na largada, os bikers tiveram que enfrentar de cara a ladeira do santuário do Bom Jesus do Matosinhos, uma subida íngreme em pedra sabão que complicou bastante a vida dos nossos campeões. Com destino a fazendas e trechos da estrada real, mais de 1500 bikers partiram para uma pedalada de 57 quilômetros para SuperElite e Elite Feminina, e 37 quilômetros para a Copa Amadores.

No caminho os atletas tiveram que lidar com vários tipos de terreno: cascalho, asfalto, lama e paralelepípido. Pneu furado, câmbio quebrado e tombos tiraram alguns atletas da competição antes do tempo previsto. Além de contar com o equipamento, o atleta também precisa estar bem fisicamente para encarar uma maratona de MTB (XCP).
Todos os fatores estavam contra Henrique Avancini. O atleta não teve tempo de se preparar exclusivamente para Congonhas, chegou de viagem na última quarta-feira após competir no Canadá, e ainda teve que lidar com a inflamação na garganta e o câmbio estragado que lhe tiraram o primeiro lugar do atleta. “Em um trecho da prova colidi com um atleta de outra categoria e sofri uma queda forte, depois disso o câmbio não funcionou direito e eu tive que vir com mais cuidado para conseguir chegar até o final”, comenta.
Por ser uma prova de maratona, o ciclista prefere pedalar em grupo, mas durante determinados pontos o grupo permite que um atleta faça a fuga, e neste momento ganha quem tiver experiência. “A prova foi sofrida, mas ainda bem que eu consegui render bem. Tentei seguir com alguns atletas do grupo, mas em certo momento acabei levando a prova sozinho mesmo”, explica o campeão.
_DSC1785-21-
Avancini tem motivos de sobra para comemorar a vitória de hoje (18). “Já fui terceiro, segundo e hoje primeiro, e assumi a liderança no campeonato. Então, domingo perfeito”, comenta sorrindo. E no pódio teve cara nova e fizeram bonito, e deixaram os favoritos para trás. Com um intervalo de tempo de 48 segundos para o primeiro colocado, Mário Antônio Veríssimo cruzou a linha de chegada em segundo lugar, seguido de João Paulo Firmino que conquistou o terceiro lugar do pódio.  Rubinho Valeriano perdeu a liderança da Copa ao chegar em 6º lugar.
Entre a mulherada teve gente que gostou da experiência do ano passado e pegou o primeiro lugar do pódio novamente. Isabella Lacerda disparou no penúltimo trecho e apontou na ladeira sozinha, cruzando a linha de chegada com 2h30de prova. “Eu, Raiza, Stopa e Erika fomos juntas até a metade da prova. Em um momento a Erika tentou atacar e eu fui junto, depois acabei colando nos meninos e a partir daí foi só esforço até o final. Pensei que não fosse conseguir subir a ladeira por causa das câimbras, mas maratona é isso mesmo. No ano passado meu pneu furou no final da prova, e hoje eu pedi a Deus para que desse tudo certo, e deu”, comemora a líder que mal conseguia falar de tamanha felicidade e cansaço físico.
isabella.lacerda_alvaro_perazzoli
E não foi só o primeiro lugar da elite feminina que teve repeteco. Raiza Goulão e Erika Gramiscelli terminaram a prova deste ano com a mesma colocação de 2012, segundo e terceiro lugar respectivamente. Erika Gramiscelli considera a prova de maratona como um grande desafio. “Consegui levar a prova até certo ponto, depois acabei perdendo posição. Mesmo assim estou feliz com o terceiro lugar, esse ano o tempo ajudou bastante, tinha pouca poeira, e agora é preparar para arrebentar no Sauípe”, analisa a atleta que é pentacampeã da CIMTB.
DSC_2852-17-
E a decisão vai ser no calor da Bahia.  A grande final será realizada entre os dias 4 a 6 de outubro em três dias de provas para a Super Elite e Elite Feminina. Isabella Lacerda ou Erika Gramiscelli? Rubinho Valeriano ou Henrique Avancini? Até a bandeirada final, tudo por acontecer.

Por Paula Isis e Stephanie Gomes

Comentário de Isabela Lacerda no Facebook


Hoje competi a 4ª etapa da Copa Internacional de MTB, que foi em estilo maratona, 57km. Fui a CAMPEÃ da etapa e sigo líder da copa que será decidida na Costa do Sauípe em outubro. Fique extremamente feliz com esse resultado. Estava muito focada e queria muito essa vitória. Foi uma prova difícil, muito dura e disputa. Foi intensa até a linha de chegada. Quero agradecer muito a Deus por me abençoar ...e me proteger e a Nossa Senhora por interceder por mim. Agradecer muito a minha equipe LM/Shimano por toda confiança, toda estrutura e todo apoio para que pudesse conquistar mais um vitória, à minha família pelo apoio imensurável, aos meus patrocinadores por acreditarem em meu trabalho, aos meus amigos, ao Dan por todo carinho e incentivo, ao meu treinador Cadu Polazzo e a todos que torceram por mim.



Comentário de Henrique Avancini no Facebook

Bela vitória hoje na CIMTB.
Na sexta-feira terminei na terceira colocação no “desafio da Ladeira”, que foi disputado a noite e distribuía alguns pontos para o campeonato.
Durante a semana não estava muito bem fisicamente. Voltamos do Canadá na quarta-feira e não me recuperei bem da prova de semana passada, com isso meu objetivo para a etapa era correr pensando no campeonato somente, sendo assim, eu tinha apenas dois adversários na prova: Pscheidt e Rubinho. Após a competição de sexta, amanheci com a garganta bem inflamada e durante o sábado fiquei bem preocupado com a prova de domingo e cheguei a pensar em não largar, pois não queria comprometer minha participação no Campeonato Mundial em duas semanas, na Africa do Sul. Na manhã da prova, amanheci melhor e conversei com meu parceiro de equipe, e defini minha estratégia. Como esperado, no começo da prova apenas segui o grupo e não fiz nenhum ataque. O Rubinho não se mostrava muito bem e o Pscheidt lançava ataques seguidos. Ficou claro que nós três que estávamos na briga mais direta pelo título nos preocupamos uns com os outros e isso abriu uma grande oportunidade para todos os outros e aliás muitas "caras novas" fizeram uma grande prova em Congonhas, como o Mario em segundo e Firmino em terceiro. Isso é maravilhoso pro nosso esporte! A vitória seria ótima, mas meu objetivo era ter o menor prejuízo possível e chegar para a próxima etapa na Bahia com possibilidades de conquistar o título da Copa. Mas com o decorrer da prova me soltei e percebi que eu era o mais forte do dia, mas em uma prova de maratona enfrentamos muitas variáveis e precisamos usar uma tática eficiente. Percebi que se eu atacasse os outros não conseguiam me seguir, mas de nada adiantava seguir sozinho fazendo força contra o vento sem ninguém para me ajudar. Sendo assim, comecei a deixar algumas fugas saírem e quando abriam uma diferença eu atacava, alcançava a fuga e ditava o ritmo. Essa era a possibilidade que eu tinha de formar um pequeno grupo a frente. Fiz isso algumas vezes. Até que em um ponto muito estratégico do percurso, o Cocuzzi e Montoya atacaram. Neste momento estávamos em um grupo muito grande e quando o Rubinho deixou eles abrirem, vi a melhor oportunidade de um ataque bem sucedido. Quando eles abriram quase 100m do pelotão, arranquei e os alcancei para ditar o ritmo. Entramos em um trecho de trilha e quando saímos em um trecho mais aberto revezamos, mas em poucos metros o Montoya perdeu contato, pois teve que parar e encher o pneu devido um pequeno furo. Segui com o Cocuzzi, mas logo na subida seguinte ele optou por reduzir ritmo e voltar o pelotão. Segundo ele, a redução do ritmo foi para se poupar para o mundial. Muito sensato por parte do jovem e talentoso sub-23. Neste momento, estava no meio do percurso. Em alguns pontos o vento estava um pouco forte e pensei por dois segundos o que fazer... Arrisquei e segui sozinho. Atrás vinha um grupo grande, mas estava realmente inspirado e só fui aumentando a diferença. No ponto de apoio passei com uma margem boa, com mais de 2 minutos na frente do grupo. Era só manter o ritmo, o que aparentemente não seria um problema. Ai aconteceu o que poderia ter mudado minha prova. No meio do percurso juntamos com as categorias do percurso reduzido. A prova conta com 1.500 atletas,sendo um bom número no percurso reduzido e isso significa que tenho que passar, muita, mas muita gente mesmo. Eu acho legal e estimula bastante. A maioria dos amadores também curte estar ao mesmo tempo na trilha com os atletas de elite, mas em alguns trechos a diferença de velocidade é muito grande o que gera um grande risco para nós e para os amadores. Em uma das muitas ultrapassagens, fui passar um jovem por fora do trilho e acho que ele tentou abrir pra mim e acabou desviando em cima de mim, no momento da ultrapassagem. Como eu estava muito mais rápido, literalmente atropelei o rapaz e fomos os dois pro chão. Minha gancheira de câmbio entortou e travou em um raio. Demorei muito até conseguir soltar, e a gancheira ficou bem torta. O guidão também entortou e acabei me estressando muito com o batedor que insistia em seguir atrás de mim e não na frente alertando os amadores e abrindo o caminho. (Aproveito para pedir desculpas ao rapaz, caso tenha sofrido algum dano físico ou material com a queda). Com esse contratempo, segui em um ritmo mais tranqüilo, pois as marchas estavam pulando bastante e não queria arriscar uma quebra de corrente. No final fui olhando para trás e controlando para ver se o grupo se aproximava, mas mantive a liderança e venci a prova sozinho. Para completar o dia ainda assumi a liderança da Copa Internacional e bati o recorde do percurso de Congonhas.
No dia que parecia que uma monte de coisa ia dar errado acabou tudo dando muito certo!
Agora vamos pro Mundial 2013 e mantendo a postura: pra cima deles!

Foto: Bela vitória hoje na CIMTB. 
Na sexta-feira terminei na terceira colocação no “desafio da Ladeira”, que foi disputado a noite e distribuía alguns pontos para o campeonato. 
Durante a semana não estava muito bem fisicamente. Voltamos do Canadá na quarta-feira e não me recuperei bem da prova de semana passada, com isso meu objetivo para a etapa era correr pensando no campeonato somente, sendo assim, eu tinha apenas dois adversários na prova: Pscheidt e Rubinho. Após a competição de sexta, amanheci com a garganta bem inflamada e durante o sábado fiquei bem preocupado com a prova de domingo e cheguei a pensar em não largar, pois não queria comprometer minha participação no Campeonato Mundial em duas semanas, na Africa do Sul. Na manhã da prova, amanheci melhor e conversei com meu parceiro de equipe, e defini minha estratégia. Como esperado, no começo da prova apenas segui o grupo e não fiz nenhum ataque. O Rubinho não se mostrava muito bem e o Pscheidt lançava ataques seguidos. Ficou claro que nós três que estávamos na briga mais direta pelo título nos preocupamos uns com os outros e isso abriu uma grande oportunidade para todos os outros e aliás muitas "caras novas" fizeram uma grande prova em Congonhas, como o Mario em segundo e Firmino em terceiro. Isso é maravilhoso pro nosso esporte! A vitória seria ótima, mas meu objetivo era ter o menor prejuízo possível e chegar para a próxima etapa na Bahia com possibilidades de conquistar o título da Copa. Mas com o decorrer da prova me soltei e percebi que eu era o mais forte do dia, mas em uma prova de maratona enfrentamos muitas variáveis e precisamos usar uma tática eficiente. Percebi que se eu atacasse os outros não conseguiam me seguir, mas de nada adiantava seguir sozinho fazendo força contra o vento sem ninguém para me ajudar. Sendo assim, comecei a deixar algumas fugas saírem e quando abriam uma diferença eu atacava, alcançava a fuga e ditava o ritmo. Essa era a possibilidade que eu tinha de formar um pequeno grupo a frente. Fiz isso algumas vezes. Até que em um ponto muito estratégico do percurso, o Cocuzzi e Montoya atacaram.  Neste momento estávamos em um grupo muito grande e quando o Rubinho  deixou eles abrirem, vi a melhor oportunidade de um ataque bem sucedido. Quando eles abriram quase 100m do pelotão, arranquei e os alcancei para ditar o ritmo.  Entramos em um trecho de trilha e quando saímos em um trecho mais aberto revezamos, mas em poucos metros o Montoya perdeu contato, pois teve que parar e encher o pneu devido  um pequeno furo. Segui com o Cocuzzi, mas logo na subida seguinte ele optou por reduzir  ritmo e voltar o pelotão. Segundo ele, a redução do ritmo foi para se poupar para o mundial. Muito sensato por parte do jovem e talentoso sub-23. Neste momento, estava no meio do percurso. Em alguns pontos o vento estava um pouco forte e pensei por dois segundos o que fazer... Arrisquei e segui sozinho. Atrás vinha um grupo grande, mas estava realmente inspirado e só fui aumentando a diferença. No ponto de apoio passei com uma margem boa, com mais de 2 minutos na frente do grupo. Era só manter o ritmo, o que aparentemente não seria um problema. Ai aconteceu o que poderia ter mudado minha prova. No meio do percurso juntamos com as categorias do percurso reduzido. A prova conta com 1.500 atletas,sendo um bom número no percurso reduzido e isso significa que tenho que passar, muita, mas muita gente mesmo. Eu acho legal e estimula bastante. A maioria dos amadores também curte estar ao mesmo tempo na trilha com os atletas de elite, mas em alguns trechos a diferença de velocidade é muito grande o que gera um grande risco para nós e para os amadores. Em uma das muitas ultrapassagens, fui passar um jovem por fora do trilho e acho que ele tentou abrir pra mim e acabou desviando em cima de mim, no momento da ultrapassagem. Como eu estava muito mais rápido, literalmente atropelei o rapaz e fomos os dois pro chão. Minha gancheira de câmbio entortou e travou em um raio. Demorei muito até conseguir soltar, e a gancheira ficou bem torta. O guidão também entortou e acabei me estressando muito com o batedor que insistia em seguir atrás de mim e não na frente alertando os amadores e abrindo o caminho. (Aproveito para pedir desculpas ao rapaz, caso tenha sofrido algum dano físico ou material com a queda). Com esse contratempo, segui em um ritmo mais tranqüilo, pois as marchas estavam pulando bastante e não queria arriscar uma quebra de corrente. No final fui olhando para trás e controlando para ver se o grupo se aproximava, mas mantive a liderança e venci a prova sozinho. Para completar o dia ainda assumi a liderança da Copa Internacional e bati o recorde do percurso de Congonhas. 
No dia que parecia que uma monte de coisa ia dar errado acabou tudo dando muito certo!
Agora vamos pro Mundial 2013 e mantendo a postura: pra cima deles!